ESEC Juréia-Itatins
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Áreas de Observação

Estação Ecológica Juréia-Itatins

A Estação Ecológica de Juréia-Itatins (EEJI) é uma Unidade de Conservação de proteção integral que tem como objetivos principais a preservação da natureza e realização de pesquisas científicas.

A Estação Ecológica situa-se na zona costeira do Estado de São Paulo e engloba uma área total de 79.830,19 hectares, distribuída entre os municípios de Peruíbe (área 8.427,03 ha - 10,55%), Iguape (área 63.190,07 ha - 79,15%), Miracatu (área 4.943,00 ha - 6,20%) e Itariri (área 3.270,09 ha - 4,10%)

Sua vegetação predominante é a Floresta Ombrófila Densa Submontana e Montana com clima subtropical úmido, sem estação seca definida. A temperatura média anual varia de 19,6 a 21,4 °C e a pluviosidade média anual é registrada em 2.277,8 mm.

Segundo a Fundação Florestal, “O território é banhado por rios que são formados nas serras e morros da estação e que dominam grande parte da planície costeira. As principais bacias formadas são a do Rio Verde, do Una do Prelado e do Guaraú. Quanto às praias, a maioria se apresenta abrigada entre formações rochosas, enquanto outras ocupam longas extensões e possuem areias finas.

No que diz respeito à cobertura vegetal, até hoje não se conhece sua distribuição florística completa nem a distribuição geográfica original de suas espécies. Esses dados podem fornecer orientações para estratégias de conservação dessas áreas, assim como o manejo de seus recursos. No entanto, por apresentar uma das áreas mais bem preservadas de Mata Atlântica do país, pode ser aproveitada também para atividades de Educação Ambiental.

A EEJI é um dos últimos locais de São Paulo que abriga praias arenosas, costões rochosos, manguezais, matas de restinga e florestas de baixada, de encosta e de altitude; além de ser também uma das poucas áreas remanescentes a abrigar uma rica e diversificada fauna, com presença de algumas espécies endêmicas e de espécies migratórias. Essas últimas utilizam as áreas protegidas da Juréia para descansar e se reproduzir longe da concorrência humana”

Consta do EIA/RIMA para o Desenvolvimento da Produção de Petróleo no Bloco BM-S 40, Áreas de Tiro e Sídon, Bacia de Santos, que “As principais espécies de fauna encontradas na unidade são: teiú (Tupinambis merianae), jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), gavião-pombo (Accipiter poliogaster), tucano-de-bico-preto (Ramphastus vitellinus), papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), queixada (Tayassu pecari), gato-mourisco (Herpailurus yaguarondi), jaguatirica (Leopardus pardalis), gato-maracajá (Leopardus wiedii), onça-pintada (Panthera onca), onça-parda (Puma concolor), anta (Tapirus terrestris), bugio (Alouatta fusca), mono-carvoeiro (Brachyteles arachnoides), tamanduá-mirim (Tamanduá tetradactyla) e preguiça (Bradypus variegatus) (FUNDAÇÃO FLORESTAL DE SÃO PAULO, 2010).

Dentre as espécies de flora existentes na EEJI, destacam-se: palmito (Euterpe edulis), caxetal (Tabebuia cassinoides), antúrio (Anthurium jureianum), begônia (Begonia jureiensis), bromélia-caraguatá (Quesnelia arvensis) e orquídea (Houlletia brocklehurstiana) (FUNDAÇÃO FLORESTAL DE SÃO PAULO, 2010).

Há, na unidade, alguns bairros rurais de baixa densidade demográfica onde vivem comunidades caiçaras e caboclas que possuem como principais fontes de renda a agricultura, pesca e extração de recursos naturais com baixa capitalização. Comunidades de migrantes, embora não tenham as mesmas relações com o ambiente que as comunidades tradicionais, também ocorrem na região e se sustentam através de práticas agrícolas e extrativistas, ou ainda ligadas ao turismo (INSTITUTO FLORESTAL DE SÃO PAULO, 2010).”

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